quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Festival de Teatro de Curitiba
quer a participação de Alagoas

Até bem pouco tempo as companhias de teatro locais – além de penar com a sempre falta de políticas públicas e de apoio dos empresários para montar seus espetáculos – sofriam com o preconceito do público. Não era raro ter na platéia das peças alagoanas apenas os familiares dos atores, amigos ou pessoas ligadas às artes. A população mesmo costumava ir ao teatro apenas para assistir às montagens vindas de fora. De preferência as que tinham no elenco atores globais.    
Bem, ainda é assim. Mas, parece que aos poucos as coisas estão se modificando. O alagoano está prestando mais atenção à produção local e comparecendo aos teatros. E isso é muito bom. No entanto, é importante também para as trupes levarem o seu trabalho para outras paragens. Participar de festivais nacionais é uma ótima oportunidade até para ser mais respeitado aqui na terrinha.     
O Festival de Teatro de Curitiba 2012 é uma opção interessante. O Fringe oferece uma boa oportunidade de abrir novas portas aos participantes, pois recebe a crítica especializada, curadores e programadores de todo o Brasil e exterior. E dessa vez eles estão querendo muito a participação de grupos alagoanos. A questão é que o prazo tá bem curto para se inscrever. Mas também não é nenhum bicho de sete cabeças e ainda dá tempo. Não é necessário enviar o projeto pelo correio, basta entrar no site www.fringe.com.br e preencher o cadastro até às 23h59 desta sexta-feira.
O 21.º Festival de Teatro de Curitiba acontece de 27 de março e 8 de abril de 2012 e o único pré-requisito é que o espetáculo seja profissional. Podem participar do Fringe grupos de teatro, música, dança e das mais diversas manifestações culturais.
Os artistas que se apresentam em espaços de rua recebem auxílio de hospedagem e alimentação para estadia em Curitiba. Em 2011, nos 13 dias de espetáculos e eventos, o público ultrapassou a casa de 200 mil participantes, 15% a mais em relação a 2010, o que consolida o Festival de Curitiba como um dos maiores eventos culturais do país. “O Fringe é uma vitrine importante para muitos artistas e companhias, que saem de Curitiba com convites para apresentar seus trabalhos em outros locais, mostras e festivais depois de serem vistos aqui”, comenta Ana Hupfer, coordenadora geral do FTC.

O FRINGE - É formado por espetáculos de diversos gêneros e formatos, inéditos ou não, para adultos ou crianças, em espaços tradicionais, alternativos ou de rua. A participação é livre e depende unicamente de concordar com os termos do Regulamento Oficial do Fringe 2012, disponível no www.fringe.com.br e da disponibilidade dos espaçõs de apresentação. Não há curadoria para a seleção dos espetáculos. O Fringe está presente no Festival de Teatro de Curitiba desde a 7a edição, em 1998. Por ter seus trabalhos expostos à crítica especializada reunida para o evento, muitas companhias, atores e diretores, são contratados para apresentar seus trabalhos em outros locais, mostras e festivais em função da participação no Fringe.

O FESTIVAL DE TEATRO CURITIBA - Completa 21 edições em 2012, mas há muito tempo está consolidado no País como a grande vitrine dos artistas e companhias de teatro do Brasil e do exterior. Mais de três mil espetáculos fizeram parte dessa história que transformou Curitiba em uma referência no cenário teatral brasileiro, com seu espaço reservado na agenda cultural do País. Ano a ano o Festival de Teatro de Curitiba promove o encontro de enorme diversidade artística e humana na cidade – ingrediente especial que faz do evento um sucesso. A Edição 1992 do Festival de Teatro de Curitiba trouxe ao Paraná grandes nomes do teatro brasileiro, como Antunes Filho, José Celso Martinez Correia e Gabriel Vilella.
Desde então, Curitiba transforma-se em um imenso palco que já foi visto por um público estimado em 1,8 milhão de pessoas, até a edição passada. Há mais de quatro anos é o carro chefe de uma grande reunião de manifestações culturais, ao lado de outros eventos já consagrados como Risorama, Gastronomix e Guritiba, abrigados sob o grande guarda-chuva do Festival de Curitiba, espaço que mantém o pé firme no teatro, mas reúne também dança, circo, stand-up, improviso, teatro físico, gastronomia.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011


História de que Estátua da Liberdade alagoana seria uma maquete que serviu de modelo
para a fabricação da original não é comprovada 

Presença francesa em Maceió

Alessandra Vieira

Obviamente necessárias, as cobranças da sociedade alagoana quanto à má conservação dos monumentos expostos nos logradouros e praças públicas de Maceió não são o único ponto a ser observado quando se trata daqueles exemplares que levam a marca da fundição artística francesa Val d'Osne. No mínimo curioso talvez, seja tentar descobrir como essas peças vieram parar aqui. Inclusive porque, de concreto – além da assinatura de onde foram forjadas, gravada em cada uma –, pouco se sabe sobre elas.
A mais emblemática dessas esculturas parece ser mesmo a réplica da Estátua da Liberdade (fixada atrás do prédio do Museu da Imagem e do Som de Alagoas - Misa, no bairro de Jaraguá). Tida como um exemplar esculpido na Val d'Osne, sua história envolve mistério, idas e vindas e, provavelmente, um equívoco que já dura décadas.




Estátua dos Jardins de Luxemburgo seria a outra réplica 

Sem comprovação histórica

Reza a lenda que o monumento seria uma das duas maquetes (a outra estaria dentro dos Jardins de Luxemburgo, na cidade de Paris) usadas pelo escultor francês Frederic Augusto Bartholdi, para servir de modelo à execução da grande estátua símbolo dos Estados Unidos. A cópia fiel, única no Brasil, teria chegado à capital de Alagoas graças à influência de Rosalvo Ribeiro, ilustre pintor alagoano que caiu nas graças do então governador Euclides Malta.
Patrocinado pelo governo do Estado, o artista viajou à França em 1888 (e lá permaneceu durante 12 anos, até 1901), onde conheceu Bartholdi e selou uma estreita amizade. Para Gilberto Leite, assistente administrativo do Misa, devido a essa relação, Rosalvo Ribeiro teria conseguido que o exemplar viesse para cá. “Foi a influência de Rosalvo que fez com que a estátua fosse trazida para Maceió”, contou.
“É uma réplica fiel, guardadas as devidas proporções, da existente na cidade de Nova York (Estados Unidos da América), presenteada esta pela França (1886) e tendo sido ambas as estátuas, a dos EUA e a nossa, confeccionadas na mesma fundição francesa, a do Val D’Osne, em fins do século XIX. A Estátua da Liberdade de Maceió é a única existente no Brasil”, alega Miguel Vassalo Filho, ex-diretor do Misa, em um texto que faz parte do acervo do museu, publicado em 2000.
No entanto, até hoje, não foi encontrado nenhum documento que possa provar essa teoria. É o que defende o professor e historiador Benedito Ramos. “Não existe nenhuma documentação oficial que comprove essa história. Há anos pesquiso sobre o tema e nunca encontrei nada. O que acredito é que a peça tenha vindo no mesmo lote em que vieram as estátuas dos animais (o leão, a leoa, o javali e o lobo, localizadas na Praça Dois Leões, em Jaraguá), a da divindade (Mercúrio – pertencente ao acervo da Associação Comercial de Maceió) e as das quatro crianças, que ficam na Praça Deodoro. O certo é que a encomenda foi feita por Euclides Malta, que, apesar de sua origem sertaneja, era muito erudito. Prova disso é que alguns dos prédios mais pomposos da cidade, como o do Teatro Deodoro, foram construídos na sua gestão. Naquela época, graças à influência européia, a cultura brasileira, inclusive a alagoana, passou a ser a gosto francês. Então era muito comum exportar esculturas da França”, afirmou Benedito Ramos. “Também não é impossível que, devido ao sucesso da Estátua da Liberdade, várias réplicas tenham sido confeccionadas e distribuídas pelo mundo”, disse.
É o que também afirma Vera Dias, gerente de Monumentos e Chafarizes da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Segundo ela, entre 1879 e 1900, as Fundições Val d’Osne fabricaram diversas cópias perfeitas da estátua. “Pelo que se sabe, muitas foram destruídas em 1944, quando a chamada Comissão de Metais não Ferrosos do governo francês decidiu fundir estátuas em bronze, em toda a França, para fabricar armas a serem usadas contra os alemães na Segunda Guerra Mundial. Assim, das estátuas da Liberdade originais de metal, restaram apenas a brasileira e a de bronze, que está nos Jardins do Luxemburgo, em Paris, até onde se tem notícia”, disse a arquiteta e urbanista em entrevista a O JORNAL.



Estátua da Liberdade na Vila Kennedy seria a verdadeira

A Estátua da Liberdade carioca                                  

Contudo, a estátua brasileira a que Vera Dias se refere não é a que se encontra em solo alagoano. Segundo ela, em Vila Kennedy, no bairro carioca de Bangu, existe uma Estátua da Liberdade esculpida pelo mesmo Frédéric Auguste Bartholdi, feita a partir da peça original que serviu como modelo para aquele que é o mais importante cartão-postal de Nova York.
“A estátua que hoje se situa em Vila Kennedy foi uma encomenda a Bartholdi pela família Paranhos, em 1899, dez anos após a Proclamação da República do Brasil. Não se sabe quando exatamente a peça chegou ao País, mas é fato que ela foi instalada inicialmente na residência de José Maria da Silva Paranhos, o Visconde do Rio Branco, na Avenida Pasteur, 206, Rio de Janeiro. Trata-se de uma peça em liga de níquel”, defende Vera.
Para ela, a existência hoje de uma peça em liga de níquel no Rio de Janeiro sugere a hipótese de ela ter sido feita a partir da original, construída por Bartholdi em 1875, apresentada como modelo de seu célebre projeto monumental. “Nossa Estátua da Liberdade deixou a casa da família do Visconde do Rio Branco quando esta se desfez da propriedade. Não se sabe se a escultura foi doada ou vendida ao antigo Estado da Guanabara. O fato é que o então governador Carlos Lacerda procurava uma forma de homenagear os Estados Unidos pelos recursos recebidos. Quando Lacerda soube da existência da estátua, abandonou a ideia de mandar fazer um busto de Abraham Lincoln, estimulado pelo antiquário Paulo Afonso de Carvalho Machado, que lhe garantiu a autenticidade da peça de Bartholdi”, afirmou.
Controvérsias à parte, o fato de a Liberdade alagoana ter ou não ter sido esculpida por Auguste Bartholdi não desmerece o valor histórico da obra. “A existência de protótipos em outros países e a grande peça em NY representam muito bem o valor da obra”, garante Vera Dias.

Em 1990 a estátua retorna ao seu pedestal por trás do Misa 


Rota da Liberdade pela cidade

A Estátua da Liberdade chegou a Maceió em 1904 e, de lá para cá, movimentou-se entre alguns pontos da capital alagoana. Logo quando foi trazida, passou a figurar no centro da praça hoje conhecida como Dois Leões.   
Em 1918, a réplica alagoana foi transportada para um pedestal atrás do prédio da então Recebedoria, hoje Museu da Imagem e do Som de Alagoas (Misa). “A mudança ocorreu no contexto de uma reforma da chamada ‘Ponte do Desembarque’, promovida no governo de Batista Accioli (1915-18), engenheiro civil com passagem pelos EUA e filho de senhores de engenho. À época, os navios fundeavam na enseada de Jaraguá e botes embarcavam e desembarcavam os passageiros, tendo como apoio um cais de madeira e ferro que começava num ponto próximo ao prédio da Recebedoria e adentrava uns 150m no mar. Havia também uma casinha na Rua Sá e Albuquerque, entre a Recebedoria e o trapiche ao lado, onde hoje está instalado um banco, que funcionava como bilheteria e alfândega”, disse o historiador Golbery Lessa no artigo Maceió: entre a estátua da Liberdade e o Zeppelin, publicado no blog http://novoirisalagoense.blogspot.com/.
“A estátua, portanto, foi transportada para próximo da praia (que até 1940, ano de inauguração do cais do porto, era muito mais próxima da Recebedoria, dos trapiches e da Associação Comercial) com uma intenção simbólica parecida com aquela que estava na base da construção de sua irmã norte-americana. A ideia, nos parece evidente, era a de expressar um liberalismo conservador, mas de alguma forma aberto à incorporação econômica das massas, ao progresso da indústria, à ciência, ao racionalismo e ao comércio mundial”, descreveu.
Em 1939 foi construída a Praça do Centenário da cidade de Maceió. E, mais uma vez, o monumento mudou de lugar. “A mudança reafirmava a importância e o prestígio social do bairro do Farol, região então preferida pela burguesia. Foi o então prefeito Eustáquio Gomes de Melo, engenheiro udenista com especialização nos EUA e na Europa, quem convocou a Estátua da Liberdade de Jaraguá para figurar no meio da nova praça, onde ficaria no centro de um espelho d'água, uma remissão à Ilha da Liberdade, na qual se localiza a estátua norte-americana”, disse Golbery.
Durante o governo de Muniz Falcão (1956-60) e a gestão do prefeito Abelardo Pontes Lima (1956-60), “a dama da liberdade foi retirada da Praça do Centenário para dar lugar a uma estátua do general Góes Monteiro. (...) A então desprestigiada Estátua da Liberdade foi remetida para uma pequena praça construída na fronteira entre a Pajuçara e o Jaraguá, antes de ser devolvida, nos anos 1990, durante a gestão do governador Ronaldo Lessa, ao seu pedestal, localizado por trás da antiga Recebedoria, naquele momento, já Museu da Imagem e do Som de Alagoas”, contou o historiador.


Mathurin Moreau em Maceió

Ao contrário da Estátua da Liberdade, que, devido à altura da sua base – ao todo, os dois, a estátua em bronze e o pedestal em alvenaria, medem cerca de seis metros de altura, segundo informações de Miguel Vassalo Filho em seu texto –, fica impossível visualizar algum tipo de inscrição, nas esculturas do leão, da leoa, do javali, do lobo (fixados na Praça Dois Leões, em Jaraguá) e nas das quatro crianças que ladeiam a Praça Deodoro, no Centro da cidade, é, com alguma exceção, fácil identificar a inscrição "Fonderies du Val d'Osne”.       
Não existe assinatura do escultor, no entanto, há evidências que, ao menos a coleção da Praça Deodoro seja de autoria de Mathurin Moreau. “Nas cinco estátuas situadas no jardim do Museu da República, no Rio de Janeiro, Moreau se aproxima levemente da arte animalista ao conceber obras exóticas, com cerca de um metro de altura, denominadas ´África´, ´América´, ´Europa´, ´Ásia´ e ´Oceania´. Cada continente é representado por uma criança com tipo físico característico daquela região. E elas estão em luta com animais nativos: crocodilo, cobra, lobo, tigre e canguru. O mesmo conjunto embeleza Maceió, mas lá está incompleto, desfalcado da Oceania”, garante a jornalista Eulalia Junqueira.
Segundo ela, “Moreau formou-se pela Escola de Belas Artes de Paris e vinha de uma família de artistas. Além das múltiplas e produtivas atividades em prol da arte em série, seu talento deixou marcas em prestigiosos trabalhos realizados em Paris, como na Ópera, no Palais du Trocadéro, no Hôtel de Ville, no Tuileries e no Palais de Justice. Suas criações refletem uma variedade de estilos. Uma das influências de sua época, presente em obras adquiridas pelo Brasil, é o exotismo. O tema estava em voga devido à expansão colonial e às viagens marítimas comerciais”, disse.

PARA ENTENDER MELHOR

Depois da França, o Brasil é o país que reúne a maior coleção de objetos forjados nos ateliês do célebre Val d'Osne, berço da fundição artística francesa, situado na região de Champanhe.
Para começar a entender melhor essa história, é preciso voltar ao século XIX, logo após a Revolução Industrial. Segundo a jornalista e pesquisadora Eulalia Junqueira, foi naquele momento que nasceu essa nova forma de arte – símbolo dos ideais da época: modernidade e progresso. “Foi uma verdadeira febre na Europa. Fruto do inusitado casamento da indústria com a arte”, descreveu a jornalista, autora do livro “Arte francesa do ferro no Rio de Janeiro”.
Entre tantos países europeus, a França se destacou como berço artístico dessa nova forma de fazer arte. E, assim como o mundo se espelhava em Paris, o Brasil se espelhava na Corte. “É certo que a influência francesa no Brasil remonta a 1808, ano em que a família real portuguesa, para escapar dos exércitos de Napoleão, desembarcou no Rio com uma corte de 15 mil fidalgos. Foi a partir dali que a cidade europeizou-se, com a contribuição decisiva da Missão Artística Francesa de 1816, chefiada por Joachim Lebreton”, contou Eulalia Junqueira.
“As razões principais encontram-se na necessidade de embelezar os espaços públicos com obras de arte (Rio de Janeiro, Recife, Olinda, São Paulo). Da França, elas vinham a preços baixos por serem produtos industriais. Palácios e residências também receberam muitas dessas obras; foi moda buscar ‘de Paris’ essas peças, e os construtores-arquitetos conheciam esse mercado. Em muitas cidades (Porto Alegre, Salvador, Pelotas, Rio Grande do Sul, etc.), os chafarizes franceses de ferro vieram para, além de embelezar a cidade, abastecer a população com água potável quando da criação das primeiras Companhias Hidráulicas”, descreveu a arquiteta Flavia Boni Licht em seu livro “As belas Fontes d’Art no Rio Grande do Sul”.
“O resultado é que importantes obras artísticas e decorativas de ferro fundido são ainda hoje encontradas no Estado do Rio de Janeiro e também em Amazonas, Pará, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Elas eram adquiridas, geralmente, durante os períodos de apogeu dos ciclos econômicos regionais”, disse Eulalia Junqueira.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Valdice Gomes (Sindjornal), Alessandra Vieira e Milton Pradines (Brasken)

Matéria "O homem por trás da capa" ganha
Prêmio Braskem de Melhor Reportagem


A matéria “O homem por trás da capa”, escrita pelos jornalistas Alessandra Vieira (editora de Cultura de O JORNAL), Elô Baêta (repórter de Cultura) e Victor Mélo (editor de Esportes) venceu na categoria Reportagem Impressa. O texto se transformou em um caderno especial de 24 páginas e contava a história do político alagoano Tenório Cavalcanti, um homem misterioso que marcou Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.
“Mais importante do que vencer com esta reportagem foi ter a oportunidade de contar a história do Tenório Cavalcanti. Foi um esforço em conjunto”, relatou Alessandra Vieira, que investiu na ideia e convidou os colegas para colaborar. Os repórteres viajaram à capital carioca e visitaram a casa do político, onde buscaram detalhes da vida dele.
Com esta mesma reportagem e com outra, Alessandra Vieira também foi finalista na categoria Design Gráfico. Mas, o vencedor foi o editor gráfico de O JORNAL, Jobson Pedrosa, com a arte feita para a matéria “O lixo nosso de todo dia”, publicada no caderno de Cidades e que foi escrita pelo editor-geral, Deraldo Francisco, e pelo repórter Gilson Monteiro.

AO TODO O JORNAL LEVOU 6 PRÊMIOS - O JORNAL foi o veículo de comunicação do Estado que mais levou troféus na 22ª edição do Prêmio Braskem de Jornalismo, cuja solenidade aconteceu na noite deste sábado (19), no espaço Armazém Uzina, no bairro de Jaraguá, em Maceió. Ao todo, foram cinco categorias vencedoras e ainda o reconhecimento dos idealizadores por ter inscrito o maior número de matérias: 60, no total. O superintendente do Sistema Jornal de Comunicação, Luciano Goés, recebeu a honraria.
Em Informação Cultural e Turística, a repórter Shirley Nascimento, colaboradora de O JORNAL, foi a primeira colocada. Venceu com a matéria “Patrimônio Esquecido”. Ela também foi finalista na categoria com outra reportagem publicada no Caderno Dois, assim como a editora de Turismo e Gastronomia, Nide Lins, com a matéria “Memorial Lêdo Ivo”.
Já na modalidade Informação Esportiva só deu O JORNAL entre os finalistas. Quem faturou o troféu o editor de Esportes, Victor Mél. Ele escreveu “Contra o tempo”. O jornalista Luciano Milano concorria com mais duas matérias que, segundo os jurados, estava entre as melhores das que foram inscritas.
O Prêmio Freitas Neto, dedicado ao reconhecimento à produção acadêmica, ficou com a estagiária de fotografia de O JORNAL e estudante da Fits, Larissa Fontes. Ela concorria com a foto “o poder da cura das nossas rezadeiras”, publicada no site laboratório da instituição de ensino superior.

OJORNALWEB – Na categoria Webjornalismo, o repórter Thiago Gomes, do OJORNALWEB, foi finalista com a matéria “Sem seguro, patrimônio histórico do Estado não tem garantia de perpetuação”. Esta mesma matéria venceu o Prêmio Sincor de Jornalismo Alberto Marinho, edição deste ano. A repórter Janaína Ribeiro, da Gazetaweb, ficou com o troféu, com uma matéria sobre a imunidade na política alagoana.
A Gazeta de Alagoas venceu em duas categorias – Informação Política e Econômica – com Carla Serqueira e em Fotografia, com Ricardo Lêdo. Na categoria Radiojornalismo, criada nesta edição, venceu o radialista e jornalista Carlos Madeiro, com uma reportagem que tratava sobre a falta de leitos no Hospital Geral do Estado (HGE). Em Assessoria de Imprensa ganhou Thácia Simone com um case sobre um projeto social na cidade de Tanque d’Arca.
A TV Pajuçara emplacou em Reportagem de TV com a matéria em que denunciava a compra de lotes da Reforma Agrária por assentados de Alagoas, assinada pelo jornalista Thiago Correia. Já a TV Gazeta faturou o Grande Prêmio Braskem de Jornalismo deste ano com a matéria que tratava sobre personagens que lutavam contra a mortalidade infantil no Estado, também de Thiago Correia e equipe.

DÊNIS AGRA – A jornalista Fátima Almeida foi homenageada com a medalha Dênis Agra como forma de reconhecimento pelo relevante trabalho prestado à área no Estado. Ela foi a primeira mulher a comandar o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal) e estava muito emocionada ao ser condecorada.

PRÊMIO – Mais de quinhentos jornalistas de Alagoas e convidados participaram do evento neste sábado. O Prêmio Braskem de Jornalismo foi criado em 1989, com o patrocínio da Salgema Indústrias Químicas – atual Braskem, ele é considerado o “Oscar” do jornalismo alagoano. Na edição deste ano concorreram 116 profissionais de TV, Jornal, Rádio, Web e Assessoria de Imprensa, além de 30 estudantes da Ufal, Cesmac e FITs. Os concorrentes inscreveram 247 trabalhos, 13% a mais que na edição do ano passado.

JULGAMENTO – Realizado pelo Sindicato dos Jornalistas e a Braskem, o prêmio voltou a contar este ano com renomados profissionais na comissão julgadora, a exemplo de Celso Kinjo (coordenador de jornalismo da TV Cultura – SP), Anna Davies (ex-repórter e ex-apresentadora da Globo, TVE, Bandeirantes e SBT – RJ), José Roberto Serra Pinto (editor assistente do jornal O Globo – RJ), Antônio Paulo Santos (diretor da Federação Nacional dos Jornalistas e correspondente do Jornal A Crítica de Manaus – DF), e Paula Didier (jornalista da CDN Comunicação Corporativa – SP). Também deram grande contribuição ao julgamento professores da Ufal, Cesmac e FITs, que foram indicados pelas instituições de ensino.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Confira a programação da Bienal do Livro de Alagoas

DIA 28 DE OUTUBRO (SEXTA-FEIRA)

AUDITÓRIO
Ìgbà Ábídí – VI Seminário Afro-Internacional - Ìkàwe! Ìmó (Leitura e saber) - Países Presentes: Cabo Verde, Moçambique, Angola e Guiné Bissau
10h às 12h
14h às 17h

Auditório A:
19h às 22h – Painel Literário SESC – A nova literatura é uma literatura nova? - Lorival Holanda, autores do Prêmio SESC Mediação de Joelma Rodrigues e Maria José Duarte

Auditório B:
19h – Palestra: “Educando com as Ferramentas da Simplicidade” - Hamilton Werneck

SALA AUDÁLIO DANTAS
10h às 12h – Mesa redonda : Poesia em movimento - José Inácio Vieira de Melo, Lêdo Ivo, Ricardo Cabús e Gal Monteiro
16h às 18h – Mesa Redonda: “João Craveiro Costa – revisitando o pensador da História, da Pedagogia e da didática em Alagoas” - Elcio de Gusmão Verçosa, Elione Maria Nogueira Diógenes e Ivanildo Gomes dos Santos
19h – Palestra: “Jornalismo Literário” - Fernando Morais e Teresa Ribeiro

SALA LUITGARDE BARROS
10h às 13h – Oficina: “Novas Tecnologias para Preservação do Acervo” - Gláucia Gomes (40 vagas)
16h às 18h – Lançamento: “VII Tópica – Revista de Psicanálise “ e do site do Grupo Psicanalítico de Alagoas – GPAL- (80 vagas)

SALA JOSÉ MARQUES DE MELO
10h às 13h - Palestra: “Comunicação Visual” - Paulo Araújo (70 vagas)
Apresentação: “Leitura e Cultura na 3ª Idade”- Grupo Novo Despertar
14h às 16h (60 vagas)
16h às 18h (60 vagas)

SALA MANOEL CORREIA DE ANDRADE
Oficina: “Publicações Periódicas Científicas Impressas” - Anamaria da Costa Cruz
10h às 13h – Módulo I
14h às 18h – Módulo II (30 vagas)

SALA LÊDO IVO
10h às 12h – Palestra: “Biblioteca como espaço de memória” - Adriana Guimarães e Ana Cláudia Magalhães (70 vagas)
16h às 17h – Palestra: “A importância da leitura para crianças e jovens alagoanos” - Carlindo de Lira Pereira
17h às 18h – Palestra: “Pontos de lazer e difusão da cultura de Arapiraca” - Franciane Santos Azevedo

SALA NISE DA SILVEIRA
10h às 12h30 - Bate-papo com autores
14h às 18h30 - Bate-papo com autores

PALCO “LIVRO ABERTO”
10h às 11h, das 14h às 15h e das 15h30 às 16h30 – Leitura com Letras Sonoras
17h às 18h30 – Lançamentos de livros

OFICINA DO ESCRITOR
10 às 22h – De pesquisa em pesquisa descubro o mundo - Visita orientada aos processos de funcionamento de uma biblioteca até a descoberta da escrita

CAFÉ LITERÁRIO
19h – Lançamento coletivo de autores da Edufal
Fernando Morais dá entrevista exclusiva ao Blog da Alessandra Vieira

Uma conversa com Fernando Morais

Alessandra Vieira

Foi no início do mês, em um bucólico e charmoso café em Cachoeira-BA, que o Blog da Alessandra Vieira conversou com Fernando Morais. Ele acabara de participar de uma mesa-redonda, na qual debateu sobre “Literatura Brasileira - sucesso de crítica e público” com o também escritor Miguel Sanches Neto e a jornalista Raquel Cozer. O encontro fez parte da I Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que aconteceu de 11 a 16, na histórica cidadezinha, conhecida por seu rico acervo arquitetônico de estilo predominantemente barroco. 
Durante o bate-papo, o autor de não-ficção Fernando Moraes, 65, falou – entre um charuto e outro – de tudo um pouco. Do processo de criação à importância de o Brasil ter um autor como Paulo Coelho (alvo de uma de suas biografias mais polêmicas); do seu início como jornalista ao lançamento do seu 10° livro, "Os últimos soldados da Guerra Fria"; e ainda revelou que tem nove anos de fitas gravadas com Antônio Carlos Magalhães (de quem planeja fazer uma biografia) e arquivos pessoais guardados em um banco fora do País; além dos seus novos projetos.  
Na noite de hoje, o escritor de obras obrigatórias como “A ilha”, “Olga” e “Chatô – O rei do Brasil” vai falar na Bienal Internacional do Livro de Alagoas, que acontece no Centro Cultural e de Exposições de Maceió. O tema da palestra será jornalismo literário e ele dividirá o palco com Teresa Ribeiro. Confira a seguir o que Fernando Morais disse, com exclusividade, ao blog, no último dia 11.    

- Antes de ser escritor, você é jornalista. O que é ser jornalista para você? 
Contar o que ninguém sabe. Essa é a essência do jornalismo. Notícia velha, ninguém quer saber.

- Como você escolhe os temas dos seus livros?
Estou atento a tudo. Mas nem tudo o que vem na cabeça dá para transformar em livro. Então transformo em artigos ou crônicas. Recentemente, quando Dominique Strauss-Kahn foi pego nos Estados Unidos com aquela polêmica com a camareira, sugeri fazer um perfil, para a Playboy, do juiz que mandou prendê-lo (risos). Na verdade, sou meu próprio pauteiro, meu próprio editor. Quem determina o tempo e o espaço sou eu. Claro, na medida do possível, nunca cumpro o prazo. Prometi entregar “Chatô” em dois anos, mas levei cinco. Tenho uma sala no meu estúdio com caixas cheias de personagens, inclusive, alguns deles são nordestinos.

- Entre esses nordestinos, existem alagoanos?
Fiz dois perfis do Collor. Um no auge do poder enquanto presidente do Brasil. O outro, quando caiu no ostracismo devido ao impeachment. Gosto muito do Collor. Acho uma personalidade interessantíssima, um orador brilhante. Quem sabe...

- Sabemos que a crítica não recebeu bem “O Mago”, a biografia de Paulo Coelho? Mas, qual foi a receptividade do público?
Foi muito boa. O livro vendeu muito na Índia. Vendeu muito lá fora. Abriu portas que eu estou tentando abrir há algum tempo. Estou tentando fazer a minha história internacional. Então foi muito bom.

- Então foi por esse motivo que decidiu fazer uma biografia de Paulo Coelho? Ele é um autor muito consumido fora do País.
É verdade, há mais preconceito aqui no Brasil do que lá fora. Na Rússia, um dos países mais intelectualizados no mundo, os livros de Paulo Coelho vendem muito. Na França, do mesmo jeito. Na Europa, as críticas, geralmente, são sempre favoráveis a ele. Aqui é tratado com um desprezo, uma agressividade tão grande, que assusta. Mas não foi apenas por esse motivo. Sou suspeito para falar de Paulo Coelho. Daria para ficar falando do fenômeno Paulo Coelho até amanhã. É muito importante para o Brasil ter um escritor como Paulo Coelho.

- Que importância seria?
Eu concordo com Wilson Martins quando ele diz: “Euclides da Cunha é importante, Machado de Assis é importante e Paulo Coelho, a sua maneira, também é importante”. É provado que ele sabe escrever uma narrativa. Dentro do que ele se propõe a fazer, faz muito bem. Ele sabe escrever. Isso está provado nos seus textos, na época em que ele era jornalista e nas músicas que escrevia com Raul Seixas. O que acontece é que ele descobriu um público e escreve para ele. Humberto Eco disse, uma vez, que Paulo Coelho escreve para a alma das pessoas, e não para a cabeça.

- Já que você falou em Machado de Assis, existe alguém que possa ocupar a sua vaga?
Eu! (risos) Falando sério, existem ficcionistas muito capazes, mas eu não poderia apontar um.

- Como você consegue convencer os seus biografados a contar tantos segredos, muitas vezes constrangedores?
Nada substitui a honestidade. Nessa relação entre autor e personagem tem que haver, acima de tudo, a verdade. A primeira coisa que disse para o Paulo Coelho, para o ACM e para os filhos de Chatô foi: “Vocês não vão ver os originais”. Eles aceitaram, mas já teve gente que recusou e sobre esses eu não escrevo. Costumo dizer que, nos meus livros, os biografados nem são canonizados nem crucificados. Quando falei ao ACM que ele só veria o livro quando fosse lançado, ele me pediu um tempo para pensar. Depois de 15 dias, ele me ligou e disse: “Vamos começar, eu não tenho nada do que me envergonhar”.

- Em suas conversas com o ACM, ele chegou a comentar sobre o episódio em que teria tido uma incontinência urinária ao ser confrontado pelo deputado alagoano Tenório Cavalcanti, o Homem da Capa Preta?
Ele disse que era tudo mentira, mas esse é o episódio menos polêmico na vida de ACM.

- Alguma vez você ocultou alguma informação por considerar que iria expor demais o biografado ou personagem?  
Quando estava fazendo “O Mago” me vi em uma contradição. Confesso que fiquei uma semana sem conseguir escrever porque não conseguia decidir se iria ou não contar aqueles segredos tão íntimos de Paulo Coelho. Eu me perguntava: “Será que eu tenho o direito de revelar isso para o mundo?”. Então, minha esposa disse: “Você está querendo impor ao seu leitor uma censura que o próprio Paulo Coelho não fez”. Realmente, Marina estava certa. Eu não tinha esse direito.

- Você tem notícias de como anda o filme “Chatô”?
Encontrei Guilherme Fontes recentemente e, segundo ele, o filme está pronto. Me disse mais, que eu não me espantasse se, ao abrir os jornais, a qualquer momento, estivesse publicado uma notícia de que o filme iria estrear hoje. O que ele me falou é que o filme está guardado em Los Angeles, esperando um “troco” para ser montado. A verdade é que o Guilherme não é esse mal caráter que foi pintado na mídia. Tenho um carinho grande por ele. Acredito nele. Inclusive, sou padrinho da sua filha.

- Como é a sua relação com essas adaptações dos seus livros para o cinema?
Não me meto. O máximo que gosto de fazer é ler os roteiros para ver se não há distorções históricas nem estéticas. Com “Olga”, a experiência foi fantástica. Apesar de escorraçado pela crítica foi adorado pelo público. Para mim, o que importa é o que o filme deu ao livro: a oportunidade de transformar aquilo que apenas alguns letrados viram em um produto assistido por milhões de pessoas.

- E quanto aos novos projetos?
Há conversas em curso, na verdade, uma paquera, com o ex-presidente Lula. Mas correm por fora um livro sobre a morte do presidente João Goulart e uma biografia do antropólogo Darcy Ribeiro.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Livro sobre Heliônia Ceres será
lançado amanhã à noite

Maria de Lourdes do Nascimento foi a vencedora do
 Prêmio Nacional da Academia Alagoana de Letras de 2009  

Alessandra Vieira

Durante o século XIX poucos foram os escritores brasileiros que enveredaram pelo fantástico. Álvares de Azevedo, em “Noite na taverna”, e Machado de Assis, em alguns contos, são os mais conhecidos. No entanto, em Alagoas, a literatura fantástica encontrou forte representante: Heliônia Ceres. E é justamente essa maceioense nascida em 1927, tema do livro que será lançado amanhã, na Bienal do Livro de Alagoas, às 19h, no estande da Braskem, apoiadora da publicação da obra.
“O ponto de encontro e do espanto na narrativa fantástica de Heliônia Ceres”, de Maria de Lourdes do Nascimento, é o vencedor do Prêmio Nacional da Academia Alagoana de Letras de 2009 e traz um paralelo entre Ceres e outros escritores do Brasil, da América Latina e da Europa que enveredaram através do mesmo estilo literário da alagoana. “Heliônia tinha uma multiplicidade no estilo, mas certamente sua maior marca foi o realismo fantástico. Isso fica evidente nos seus contos”, comenta Maria de Lourdes, que além de escritora é professora e advogada com textos publicados em antologias em Alagoas, Paraíba, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Brasília.     
Autora de “Contos 1”, “Contos 2”, “Reflexões”, “Contos”, “Cabras-Machos” (crônicas), “A procissão dos encapuzados”, “Rosália das Visões”, “O conclave” (novela) e “Olho de Besouro” Heliônia costumava dizer que “escrever é uma bela maneira de viver. Mas não escrevo somente porque é uma bela maneira de viver. Escrevo porque julgo que, entre outras coisas, não sei fazer nada melhor do que isto”.

Simone Cavalcante, Claudia Lins e Thiago
Amaral lançaram seus livros esta semana

OUTROS LANÇAMENTOS – Ainda no Espaço Brasken será lançado na quinta-feira, às 19h, o livro Aquarela, da autora alagoana Ruth Quintella. Já na segunda-feira passada, dia 24, houve o lançamento do livro Freitas Machado: Vida e Obra, editado a partir do trabalho premiado no Concurso Nacional de Monografias José de Freitas Machado, de autoria de Etevaldo Amorim.
A semana também contou com os lançamentos de livros infantis dos escritores Simone Cavalcante, Claudia Lins e Thiago Amaral, Ventania e o mapa do tesouro, No reino de Belinguindone e A casa da reinação, respectivamente.
Além disso, a campanha Livro presente para sempre está funcionando a todo vapor. Graças à campanha, o visitante pode doar livros infantis levando-os ao estande da Braskem.

Vá Lá:
O livro O ponto de encontro e do espanto na narrativa fantástica de Heliônia Ceres, de Maria de Lourdes do Nascimento será lançado amanhã, às 19h, no Espaço Braskem. Aberto ao público. Para adquirir o livro entre em contato com a autora através do e-mail: lur.mar@hotmail.com.
Confira o que vai acontecer no quinto
dia da Bienal do Livro de Alagoas

Lêdo Ivo, Charles Cooper e Graciliano Ramos. Esses alagoanos fazem parte das atrações do quinto dia da Bienal do Livro de Alagoas. Até às 22h, o visitante vai poder entender o que só a literatura pode fazer. Não perca! A entrada é gratuita. Confira o que vai acontecer hoje.

DIA 25 DE OUTUBRO (TERÇA-FEIRA)

AUDITÓRIO
10h – Seminário de Educação: “Ética no cotidiano escolar” - Terezinha Rios
14h – Seminário de Educação: “Oralidade nos anos iniciais” - Cléo Busatto
19h – Abertura: “VII Encontro Estadual do PROLER” (Comitê Maceió) - Maria Teresa G. Pereira – Coordenadora Nacional do PROLER
Palestra: “A biblioteca e a arte de contar histórias: um caminho para uma sociedade leitora” - Lêdo Ivo
Programação Cultural: Chico de Assis

SALA AUDÁLIO DANTAS
10h às 12h – Palestra: “Novas leituras da ficção contemporânea” - Helena Bonito
17h – Palestra: “Como atrair jovens para a literatura e o ofício de escritor” - Margarida Patriota, Solange Chalita e Douglas Apratto
20h – Mesa Redonda: “100 anos de Jorge Cooper” Fernando Fiúza, Luiz, Hildeberto Barbosa Filho, Susana Souto e Charles Cooper

SALA LUITGARDE BARROS
Oficina: "Mães leitoras - Costurando leituras para crianças"
Fabiana Sales e Maria Cristina Silva
10h às 12h - Módulo I
14h às 18h - Módulo II (20 vagas)

SALA JOSÉ MARQUES DE MELO
Oficina: “Da criação à publicação do livro. Do suporte papel ao livro digital” - Flávia Goulart Garcia Rosa
10h às 13h - Módulo I
14h às 18h - Módulo II (40 vagas)

SALA MANOEL CORREIA DE ANDRADE
Mini-curso: “Literatura Infantil e Psicanálise: Diálogo com a Contemporaneidade” - Jerzuí Mendes Torres Tomaz e Maria Heloisa Melo de Moraes
10h às 13h - Módulo I
15h às 18h - Módulo II (50 vagas)

SALA LÊDO IVO
10h às 12h - Palestra: “O comportamento do leitor brasileiro segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil” - Zoara Failla (50 vagas)
15h às 16h – Palestra: “A importância do animal para a sociedade” - Paulo Bezerra
16h às 17h – Palestra: “Folclore Nordestino” - Ernane Santana dos Santos
17h às 18h – Palestra: “Cantos de Alagoas” - Jorge Luiz Soares

SALA NISE DA SILVEIRA
10h às 12h30 - Bate-papo com autores
14h às 18h30 - Bate-papo com autores

PALCO “LIVRO ABERTO”
10h às 11h, das 14h às 15h e das 15h30 às 16h30 – Leitura com Letras Sonoras
17h às 18h30 – Lançamentos de livros
19h às 22h - Literatura e as Diversas Possibilidades de Arte
I Seminário SESC Alagoas de Literatura Infanto-Junevil

OFICINA DO ESCRITOR
10 às 22h – De pesquisa em pesquisa descubro o mundo - Visita orientada aos processos de funcionamento de uma biblioteca até a descoberta da escrita

CAFÉ LITERÁRIO
19h – Lançamento coletivo de autores da Edufal

TEATRO GUSTAVO LEITE
19h30 - Festival Cultural Graciliano Ramos - Colégio Adventista de Maceió

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mais novidades na Bienal do Livro de Alagoas

A Bienal do Livro de Alagoas prossegue hoje com mais novidades. O evento acontece até o próximo domingo (30 de outubro), no Centro de Convenções, com 147 estandes e reunindo mais de 500 editoras com aproximadamente 22 mil livros. A Bienal do Livro está aberta ao público de 10h até 22h. A entrada é gratuita. Confira o que está acontecendo e o que vai acontecer no dia de hoje.

DIA 24 DE OUTUBRO (SEGUNDA-FEIRA)

AUDITÓRIO A:
14h às 18h – Seminário: “A educação sistêmica em Alagoas”
20h – Prêmio Braskem “Concurso José de Freitas Machado”

AUDITÓRIO B:
16 às 18h – Palestra: “Os cangaceiros: banditismo rural no Nordeste do Brasil” - Luiz Bernardo Pericás
19h – Palestra: “Momentos da ciência e tecnologia” - Sérgio Machado Rezende

SALA AUDÁLIO DANTAS
10h – Palestra: “O Pré-Sal e seus desafios” - Marcos Gonçalves (Petrobras-AL)
15h – Mesa-redonda: “Livros Clássicos: importância, dificuldades de edição e como superá-las” Florian Madruga (Senado), Moisés de Aguiar (Cepal), Jorge Carvalho (Segrase), com mediação de Marcelo di Renzo
19h – Mesa-redonda: “Formas do consumo na contemporaneidade” Dominique Desjeux (França),Letícia Casotti (COPPEAD- UFRJ), Jeder Janotti Jr (Ufal), mediação de Elder Maia

SALA LUITGARDE BARROS
10h às 12h – Palestra: “Como se faz uma obra de referência” - Helena Bonito (60 vagas)
14h às 17h – Palestra: “Técnicas de aprimoramento e agilidade na leitura” - Elias Barbosa (40 vagas)

SALA JOSÉ MARQUES DE MELO
Oficina: “Normalização de Projetos, Trabalhos Acadêmicos e Teses” - Anamaria da Costa Cruz
10h às 13h – Módulo I
14h às 18h – Módulo II (30 vagas)

SALA MANOEL CORREIA DE ANDRADE
Oficina: “Novos Autores e Ilustradores” - Amir Piedade
10h às 13h – Módulo I
15h às 18h – Módulo II (30 vagas)

SALA LÊDO IVO
10h às 13h – Oficina: “Brincar para Aprender” - Luiz Alberto Machado (35 vagas)
16h às 17h – Palestra: “Narrativa da diferença cultural: os anônimos falam.” Vera Romariz
17h às 18h – Palestra: “O valor da palavra.” Ricardo Nogueira

SALA NISE DA SILVEIRA
10h às 12h30 - Bate-papo com autores
14h às 18h30 - Bate-papo com autores - ESPAÇO GOUMERT

PALCO “LIVRO ABERTO”
10h às 11h, das 14h às 15h e das 15h30 às 16h30 – Leitura com Letras Sonoras
17h às 18h30 – Lançamentos de livros
19h às 22h - Literatura e as Diversas Possibilidades de Arte

OFICINA DO ESCRITOR
10 às 22h – De pesquisa em pesquisa descubro o mundo - Visita orientada aos processos de funcionamento de uma biblioteca até a descoberta da escrita

CAFÉ LITERÁRIO
19h – Lançamento coletivo de autores da Edufal

TEATRO GUSTAVO LEITE
III Seminário de Serviço Social
9h às 10h30 – Palestra 1: “O Movimento Social Frente à Barbarização da Vida no Capitalismo Contemporâneo” - Dirceu Benincá
10h30 às 12h – Palestra 2: “Trabalho e Desgaste Físico e Mental: O Assistente Social Frente ao Risco do Próprio Adoecimento” - Edith Seligmann-Silva
12h – Debate - 12h40 – Lançamentos e autógrafos
19h – Palestra: “Avaliação da Aprendizagem: uma relação indissociável no contexto da gestão pedagógica” - Cipriano Luckesi