segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Mês do folclore


Mineirinho por e-mail
 

"Você não imagina como eu fiquei feliz com a matéria sobre o meu trabalho com a Dança Solta e o teatro. Muito bem escrita, com um bom gosto que raramente vejo nas matérias feitas sobre o meu trabalho. Gostaria de agradecer-lhe muito pelo carinho e cuidado com que a matéria foi publicada".

Um grande beijo "Solto"

Mineirinho de Maceió

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

   Agenda cultural da semana

Dia 19
O projeto Palavra Mínima segue destacando a interação entre música e poesia com mais uma edição. Dessa vez, quem subirá ao palco é o grupo Poesia Musicada no Pandeiro, sonorizando os poemas de Emanoel Galvão. O show acontece no Teatro Linda Mascarenhas, às 20h. Ingressos: R$ 10 (preço promocional) e R$ 20.

Show especial de Chau do Pife, às 16h, no pátio externo do Teatro Deodoro. O instrumentista estará acompanhado pelo triângulo de Edinho Vovô, pela zabumba de Xéxeu e pela sanfona de Irineu Nicácio. A apresentação faz parte do projeto Sextas Populares e contará também com a presença de Jurandir Bozó e dos cordelistas Demis Santana e Jorge Calheiros – agora Patrimônio Vivo de Alagoas. Entrada franca. Mais informações: (82) 3315-5665.

Dia 20
Raul Seixas será lembrado em tributo oferecido pela banda Cachorro Urubu. A festa, que está em sua 10ª edição, vai acontecer no Clube Fênix Alagoano, a partir das 21h, com show do grupo Barba de Gato. Ingressos: R$ 15, à venda na Eletrorádio Gomes (Maceió e Arapiraca).  

Devido ao sucesso de público, o espetáculo Romeu, Eva e Adão volta aos palcos. Dessa vez para ser encenado no auditório do Ifal (antigo Cefet), às 20h. Ingressos: R$ 10 (antecipado) e R$ 20 (no local) mais 1 kg de alimento não perecível. À venda no Stand Folia Brasil e no Gbarbosa (Stella Maris). Mais informações: (82) 3032-2234.

Abertura da exposição coletiva “Era uma vez um descartável que virou arte”, composta por trabalhos realizados pelas crianças que fazem parte do projeto Jogando e Aprendendo a Viver, do Sesc. O objetivo é incentivar a prática de atividades esportivas aliadas a ações de educação ambiental, entre elas, a coleta seletiva. Na Casa de Taipa (Sesc Guaxuma), às 16h.

O workshop de Literatura “Introdução às narrativas: clássicas e populares” é a atração da "Aldeia Sesc Guerreiro das Alagoas, das 9h às 16h. Ministrada por Guilherme Ramos, o workshop acontece no Teatro de Arena Sérgio Cardoso (anexo ao Teatro Deodoro). Já no próximo dia 27, das 9h às 16h, é a vez de Marcos Henrique Rego falar sobre “Mitologia: o reino dos contos”, no auditório Maron Emile Abi-Abib (Sesc-Poço). Inscrições no Sesc-Centro, das 9h às 18h. Vagas limitadas.

Dia 21
A história da bruxa Maligna, que sonha em ser a mais bela mulher do mundo e que, para isso, arquiteta dar fim a todas as princesas do planeta, é o mote de "Sem pé nem cabeça”. O espetáculo será encenado neste domingo e no próximo dia 28, no Teatro de Arena Sérgio Cardoso (anexo ao Deodoro).

Dia 23
De 23 a 26 deste mês, o Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore (MTB-Ufal) promove a Semana das Culturas Populares. Homenageando o mês do folclore, o evento contará com circuito lúdico, exposição de Vicente Ferreira e outras atividades. No dia 24, às 18h30, haverá o Munguzá Cultural, com a mesa-redonda “A cultura popular do samba na contemporaneidade. A programação prossegue no dia 25, às 19h, com a reedição do projeto Engenho de Folguedos, trazendo as apresentações do Samba de Matuto da Massagueira, do Fandango do Pontal, além da participação do grupo Malacada. A noite contará também Feira de Arte e Literatura com Livros da Edufal, cordéis, loja de produtos do MTB e barracas gastronômicas. Entrada franca. Mais informações: (82) 3221-2651/3221-2977.

Paula Fernandes chega a Maceió, no dia 25 deste mês, para show no Ginásio do Sesi (Trapiche da Barra). Em breve estão divulgando mais informações, como horário, valores e locais de vendas. Mais informações: (82)3034-3282.

Dia 25
O monólogo “Fábrica do imaginário”, do grupo Jogos de Cordel, será a atração do Teatro de Arena Sérgio Cardoso (anexo ao Teatro Deodoro) no próximo dia 25. O musical, que vai levar à plateia o cancioneiro da cultura popular nordestina em um diálogo que inclui lembranças e imagens comuns à infância, contação de causos e declamações cordélicas, será encenado às 19h. Com sonoplastia e efeitos sonoros realizados por músicos ao vivo, o espetáculo faz parte da VII edição do projeto Quinta no Arena. Ingressos: R$ 5 (meia) e R$ 10 (inteira). Mais informações: (82) 3315-5665//5656.

Dia 26
Um dos mais celebrados comediantes do País, Luís Miranda traz a Maceió o seu novo espetáculo, “7 Conto”. A peça, que aponta as muitas diferenças existentes no Brasil de forma bem-humorada, através de personagens criados pelo ator, será encenada nos dias 26, 27 e 28 deste mês, às 21h, no Teatro Deodoro. Ingressos: R$ 50 e R$ 25 (estudantes e idosos). Mais informações: (82) 3032-5210/9601-2828.

Dia 27
Wado comemora dez anos de carreira no Festival LAB de Música Contemporânea, no próximo dia 27, a partir das 21h, no Armazém Uzina (Rua Sá e Albuquerque, 367, Jaraguá). A comemoração contará ainda com o som de Herod Layne (SP), Constantina (MG) e Hoping to Collide With (SP). Ingressos: R$ 15 (antecipado) e R$ 20 (na bilheteria).

Marcelo Camelo vem a Maceió para mostrar o seu show “Toque dela”, no dia 27 deste mês, às 21h, no Teatro Gustavo Leite. Ingressos: à venda no estande Sue Chamusca (Maceió Shopping). Mais informações: (82) 3235-5301/9925-7299 / info@chamusca.com.br.

O III Tributo a Michael Jackson será atração no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, no dia 27 deste mês. As homenagens ao Rei do Pop contarão com a presença de bandas interpretando músicas do astro, apresentação de cover, além de exposições de produtos, reportagens e fotos do artista. Durante o evento haverá ainda concursos de melhor intérprete, melhor caracterização e melhor apresentação de dança. Ingressos: R$ 5 (antecipado) e R$ 7 (no local). Mais informações: (82) 8868-1751/9626-5093.

Em Cartaz
“Mirandolina”, comédia clássica do teatro italiano do século XVIII, é a nova montagem do grupo Cena Livre. Dirigida por Antonio Guedes, a peça traz ao palco do Teatro Marista (Farol), sempre às 20h, Ana Sofia de Oliveira como Mirandolina; Mauro Braga como Marquês de Forlipópolis; Chico de Assis como Conde de Albafioritta; Bruno de Aragão como Cavaleiro de Riprafatta; Anderson Arruda e Raphael Augusto revezando como Fabrício. Ingressos: R$ 24 e R$ 12 (estudante e idosos), à venda nas lojas Super Pizza. Mais informações: (82) 3033-1600.

“Pássaros” é a nova exposição da Pinacoteca Universitária. Nela, o artista Fernando Pontes apresenta seu mais recente trabalho de vídeo-instalação, fotos digitais e cromos projetados, além de poesia autoral. A mostra segue até 2 de setembro. Aberto ao público.

“Cores e Misturas” é a nova exposição do Museu Théo Brandão (MTB). A mostra, composta de 37 telas do artista plástico Vicente Ferreira de Lima, – premiado em 2010 como melhor artesão do ano – está em cartaz durante todo este mês, nas salas do museu, de terça a sexta, das 9h às 17h; e aos sábados, das 14h às 17h. Entrada franca.

A diversidade cultural e artística de Alagoas entra em cena mais uma vez. A jornada acontece de 19 a 28 de agosto, num total de 10 dias de atrações para todos os gostos: teatro, dança, circo, performance, folclore, música, cinema, artes visuais e literatura. Com ações gratuitas ou a preços populares, ocupando os espaços do Sesc-Centro, Sesc-Poço, Espaço Cultural da Ufal, Calçadão do Comércio de Maceió, Teatro Deodoro, Secretaria do Estado de Cultura (Secult) e, pela primeira vez, na comunidade de Riacho Doce. Toda a programação do dia 26 acontecerá no bairro situado no litoral Norte de Maceió.
Raul Seixas ganha homenagem no 22º ano da sua morte  

Tributo ao rei Raul

Banda Cachorro Urubu homenageia um dos maiores ícones do rock brasileiro em show na noite de hoje  

Elô Baêta

Anos atrás, dois rapazes pensavam em levar às novas gerações a irreverência de palco e o pensamento filosófico da obra do ícone do rock brasileiro Raul Seixas. Juntaram seus instrumentos, convidaram outros companheiros e saíram à luta. Não deu outra. O resultado veio com a Cachorro Urubu e suas longas viagens no universo musical do maior “maluco beleza” que o Brasil já conheceu.
Hoje, o grupo – que traz no nome uma canção de Seixas feita em homenagem ao ativista americano Leonard Peltier, por ele chamado de “cachorro urubu” – vem colhendo os louros de uma sólida carreira de uma década. Eles e um dos seus maiores espetáculos: o “Tributo a Raul Seixas”.
E é na noite deste sábado – véspera do aniversário de morte do cantor e compositor de Salvador – que o tributo vai adentrar pela décima vez no tempo de Raul e na aposta da banda de originalidade nos arranjos e figurinos, na sonoridade de instrumentos vintage e, claro, no amplo repertório daquele que por muitas vezes foi chamado de “pai do rock brasileiro”.
Serão quase três horas de show, onde os meninos da Cachorro Urubu – Phelipe Carvalho, vocal, guitarra e violão; Ney Guedes e Dinho Zampier, teclados; Rodrigo Peixinho, na bateria; Júnior Beatle e seu contrabaixo; e mais a guitarra de Victor Lyra e o violão de Marco Túlio – subirão ao palco acompanhados dos metais e dos backs da orquestra do maestro Almir Medeiros, a Conexão Latina. E também a banda Barba de Gato, que fará a abertura da 10ª edição do tributo.
O tributo, que vem rendendo a Phelipe a responsabilidade de ser considerado um dos maiores intérpretes de Raul no País, um verdadeiro frontman. “Com apenas 8 anos, eu já escutava o Raul. Fiquei fascinado quando ouvi o seu primeiro disco, ´Raulzito e os Panteras´ (1968). Depois me juntei ao Ney e tivemos a ideia de homenagear Raul nos palcos. Assim nasceu a Cachorro Urubu e o tributo, que, a cada ano, supera nossas expectativas”, comemora o intérprete.
O “Tributo a Raul” vem sendo reconhecido por artistas como Almir Medeiros um evento consolidado no calendário cultural do Estado. Realizado uma vez por ano, sempre em datas próximas ao dia da morte do compositor – 21 de agosto de 1989 –, vem reunindo a cada edição, segundo os integrantes do grupo, cerca de três mil pessoas.
Um público identificado na plateia daqui e de outros lugares por onde o show já passou como das mais diversas idades e classes sociais. E revelado por Phelipe como “de muita gente que ainda vive à maneira de Raul, que gosta de adentrar na sua filosofia, na leitura diferente de tudo o que existia no Brasil naquela época que ele sempre trouxe em suas composições, que sempre está disposto a festejá-lo”.
O repertório – nem é preciso falar –, não podem faltar as inesquecíveis e sempre atuais “Sociedade alternativa”, “Cowboy fora da lei”, “Gitã”, “Trem das onze”. Enfim, toda a obra musical-filosófica que, pelo menos por algumas horas, pretendem aquietar a saudade do eternamente inesquecível Raul Santos Seixas.
Vá lá: A 10ª edição do Tributo a Raul Seixas acontece hoje, a partir das 21h, no Clube Fênix Alagoana. Ingresso: R$ 15, à venda na Eletrorrádio Gomes (Maceió e Arapiraca).

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

 

Hoje, Mineirinho de Maceió será
atração no Programa do Jô

Com espetáculo em cartaz em São Paulo e fundador da primeira escola de Dança Solta do País, comediante e coreógrafo Mineirinho de Maceió fala sobre sua história com a dança e o teatro no Programa do Jô; entrevista será exibida na noite de hoje

Alessandra Vieira


Já disseram que morrer é fácil, difícil é fazer comédia. De fato, para fazer rir é necessário um ritmo especial que não é dominado por todos. Essa cadência peculiar parece ter achado porto seguro através das caras e bocas do comediante, professor de dança e coreógrafo Mineirinho de Maceió, que nesta quinta-feira será destaque no Programa do Jô, na TV Globo.
Na bem-humorada entrevista, gravada recentemente, Mineirinho, além de falar sobre a sua escola Dança Solta, deu uma animada aula à plateia do Jô. Não é a primeira vez que o artista se apresenta em programas de repercussão nacional. Ele já se esteve no “Mais Você”, da Ana Maria Braga, e no programa da Eliana. Experiências que ele fala como tão inesquecíveis quanto importantes à repercussão do seu trabalho no País. Assim como o foi o bate-papo de madrugada com Jô, que define como o coroamento de tudo o que tem feito até agora.
“O Jô é um marco na carreira de todo profissional. Dá uma coroada na trajetória de qualquer artista, tanto pelo perfil do programa quanto por sua credibilidade no País inteiro. Fiquei muito feliz e honrado quando recebi o convite para falar sobre toda a minha trajetória até agora; minha experiência como comediante, coreógrafo e professor de dança. Dei uma aula à plateia sobre dança solta, que ficou ensandecida com esse ritmo, que, apesar de já existir desde o início dos anos 90, agora vivencia um boom”, comemora Mineirinho.  

Mineiro de alma alagoana

Natural de Minas Gerais, foi na capital das Alagoas que Sander Luiz Nunes cresceu e começou a construir sua história. Não só ele, como o artista. Foi aqui que o sóbrio Sander deu lugar ao alegre e descontraído Mineirinho de Maceió, seu nome artístico, que definitivamente adotou para deixar sempre à vista, nos palcos da vida e das artes, o amor tanto pelas suas origens mineiras como pela cidade onde se descobriu. “Minha terra-natal é Minas, mas o artista nasceu em Maceió”, costuma dizer.
 Formado pela Escola de Teatro Martins Pena, no Rio de Janeiro, o ex-administrador de empresa só assumiu de fato sua ligação com a dança ou o teatro após os seus vinte e cinco anos. De lá até aqui, são vários os trabalhos que traz na bagagem, como a participação na novela “Luz do Sol”, da TV Record, e em peças teatrais como “Ricardo III”, com direção de Antonio Pedro; “Capital Federal”, dirigida por Elza de Andrade; e “A vida como ela é”, direção de Ancelmo Vasconcelos.
Em 2007 montou a Cia. Teatral Os Fanfarrões, com o ator Raul Franco. A partir daí, produziu os espetáculos “Fanfarrões a peça”, “Fanfarrões sem concerto” e “O trem do riso”, todos com sucesso de público e crítica.
Atualmente, Mineirinho dá vida a 12 personagens em seu novo trabalho solo. “De mala e cuia no trem do riso” estreou em janeiro deste ano, em São Paulo, para levar ao palco a trajetória teatral de um ser comum que, ao se descobrir artista, resolve embarcar em uma viagem de sonhos e fantasias em um trem, onde se depara com várias figuras que passam a fazer parte de sua vida artística. O espetáculo, onde Mineirinho atua como ator e diretor, continua em cartaz até novembro.

DANÇA SOLTA – Em 1991, Mineirinho fundava, em Maceió, a primeira Escola de Dança Solta do País. Desde então, o estilo de mexer o corpo cada um do seu jeito, sem coreografias definidas nem passos marcados, vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil, de todas as idades.
 E ele conta como surgiu essa nova e animada forma de dançar. “Fui fazer um show de tango e a minha parceira, que era a atração principal, não pôde ir. Tive que criar alguma coisa. Subi no palco e convidei as pessoas do salão pra dançarem um bolero. Então, percebi que elas estavam gostando e, de repente, virou um grande carnaval. Criei a aula, ainda sem nome, e, de tanto os alunos falarem que se soltavam, o nome virou dança solta. O bom dela é que é democrática”.
Com a ideia, Mineirinho de Maceió também vem capacitando professores de dança de todo o País em Workshops para Capacitação de Professores de Dança Solta, com o objetivo de estimular cada vez mais sua disseminação. Um projeto que continua fazendo parte dos seus planos futuros. “Com esses cursos, dividido em dois módulos, temos a possibilidade de transmitir técnicas sobre esse estilo a professores de dança de todo o País. Já realizamos esses cursos no Rio e em São Paulo, e a nossa intenção é estendê-los ao Nordeste, em cidades como Recife e Maceió. O nosso foco é disseminar a filosofia da dança solta por todo o Brasil”.

(*) Em parceria com a jornalista Elô Baêta.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

 
 Homero Cavalcante vai montar espetáculo grego Fedra, de Racine


 Grupo Teatral do Cesmac
encena clássico de Racine

Alessandra Vieira

A paixão pecaminosa de Fedra pelo seu enteado Hipólito é o tema da nova montagem do Grupo Teatral do Cesmac. Dirigido por Homero Cavalcante, o espetáculo – baseado na tragédia grega Fedra de Jean Racine – será encenado em novembro. A tragédia em cinco atos, escrita em 1677, passa-se em Trezena, cidade do Peloponeso, e tem como personagens, entre outros, Teseu (filho de Egeu, rei de Atenas), Fedra (mulher de Teseu) e Hipólito (filho de Teseu e de Antíope, rainha das Amazonas).
Para dirigir a peça, Homero Cavalcante foi à Europa, onde assistiu a montagem contemporânea do espetáculo. “Esse meu gosto pelo teatro clássico grego foi o estímulo para eu montar a história de Fedra na versão do francês Racine. Nada mais oportuno que levar aos palcos a condição feminina, a mulher como um ser livre e independente, que é o tema central da peça. Uma temática sempre muito bem abordada pelos clássicos gregos, que, mesmo escritos séculos atrás, continuam atuais”, disse Homero.
“A interação do Cesmac com a sociedade e sua responsabilidade social na formação cultural dos seus alunos é o que leva a instituição a não deixar de medir esforços na sua área de extensão”, disse o professor Amauri Soares Ferreira, coordenador do Núcleo de Extensão e Ação Comunitária do Cesmac. “O objetivo é dar ao alagoano instrumentos que ajudem ao progresso cultural do Estado”, afirmou.

A TRUPE - Formado por estudantes do Cesmac, o grupo vem se destacando no cenário artístico do Estado com montagens de peças célebres, como “O Burguês Fidalgo de Molière”, encenada no ano passado. Este ano, o desafio é levar ao palco a paixão desmedida que o autor, Jean Racine, imprime à sua personagem, ao contar a história da rainha grega que se apaixona pelo enteado e tenta expulsá-lo do reino até a humilhação final de Fedra, que culmina com o seu suicídio.


RACINE - As tragédias de Racine, tensas e sombrias reflexões sobre a paixão e a fatalidade, devolveram ao gênero a austera grandeza que havia perdido e consagraram o autor como um dos maiores poetas e dramaturgos do classicismo francês. Fedra, (foto) obra-prima que atinge o clímax da alma feminina, é considerada um marco na vida do autor. Os personagens de Racine, a maioria inspirados na Grécia antiga, são matizados por uma existência brutal, de crimes, perversidade e tendências mórbidas.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Comediantes cearenses
serão atração em Arapiraca  


Alessandra Vieira

Há quem diga que rir foi o jeito que a gente cearense encontrou para enfrentar as intempéries do sertão. Pode até ser. O fato é que, com origem dramática ou não, a veia cômica daquele povo chama mesmo atenção. Isso vai poder ser conferido por aqui durante este mês e também em setembro e outubro. É que artistas cearenses vão se apresentar em Alagoas e prometem desvendar porque o Ceará é considerado um celeiro de humoristas.
Produzido pela Cia. Teatral Turma do Biribinha e a Caçuá Assessoria & Eventos, o evento vai levar uma atração mensal à Churrascaria LaBareda, em Arapiraca. No palco, Augusto Bonequeiro, Alex Nogueira e Papudim vão mostrar se são da mesma linhagem de artistas como Chico Anysio, Renato Aragão e Tom Cavalcanti. Confira a programação:

20 de agosto de 2011
 

 AUGUSTO BONEQUEIRO
Augusto Bonequeiro e o Boneco Fuleiragem se encontraram em setembro de 1989. Esculpido em madeira (imburana) com cabelos de crina de cavalo, criado e esculpido pelo grande mestre Pedro Boca Rica (já falecido), é um boneco único no seu gênero. Trata-se de um espetáculo de ventríloqua, em que o boneco Fuleiragem e o Augusto Bonequeiro interagem com a plateia criando um clima de alegria e ludicidade com as saborosas e irreverentes tiradas do boneco.

23 de setembro de 2011
 ALEX NOGUEIRA
Com o seu show “Alexotan - O seu remédio contra o mau humor”, Alex interpreta de cara limpa, intercalando com imitações de personalidades, cantores nacionais e internacionais. No palco, conta piadas e causos vividos por personagens criados pelo próprio humorista. Garças ao seu talento recebeu, em 1998, o prêmio de humorista revelação daquele ano, solidificando assim sua carreira.

22 de outubro de 2011


PAPUDIM
Bené Barbosa, mais conhecido como “Papudim” (um de seus personagens), é um comediante nascido na cidade cearense de Sobral. Os primeiros sinais de que Bené possuía o dom de fazer comédia apareceram bem cedo. Ele ainda era uma criança quando começou a fazer imitações dos personagens do programa humorístico “A praça é Nossa”. No ano de 1980 foi morar no Rio de Janeiro para fazer cursos de teatro. Em 2008, o humorista participou do quadro “Quem Chega Lá”, no programa “Domingão do Faustão”, na TV Globo. Suas aparições foram tão marcantes que já na terceira apresentação foi contratado pela emissora.

Vá lá
Augusto Bonequeiro, Alex Nogueira e Papudim vão se apresentar na Churrascaria LaBareda, em Arapiraca, nos dias 20 de agosto,  23 de setembro e 22 de outubro. Ingressos: à venda no Bob´S e Foto Nacional. Mais informações: (82) 9316-5216.
Mineirinho esteve no Programa do Jô que vai ao ar nesta quinta-feira

 
Mineirinho de Maceió
no Programa do Jô

Alessandra Vieira

Já disseram que morrer é fácil, difícil é fazer comédia. De fato, para fazer rir é necessário um ritmo especial que não é dominado por todos. Essa cadência peculiar parece ter achado porto seguro através das caras e bocas do comediante, professor de dança e coreógrafo Mineirinho de Maceió, que nesta quinta-feira será destaque no Programa do Jô, da TV Globo. 
Na bem humorada entrevista, gravada recentemente, Mineirinho, além de falar sobre a sua escola Dança Solta, deu uma animada aula à plateia do Jô. Não é a primeira vez que o artista se apresenta em programas de repercussão nacional. Ele já se esteve nos programas Mais Você, da Ana Maria Braga e no da Eliana. 
Formado pela escola de Teatro Martins Pena, no RJ, Mineirinho, até os vinte e cinco anos, não teve a sua vida ligada efetivamente à dança ou ao teatro. Mineirinho de Maceió tem entre os seus trabalhos, destaques como a participação na novela Luz do Sol, da TV Record e peças teatrais como Ricardo III, com direção de Antonio Pedro; Capital Federal, direção de Elza de Andrade; e A vida como ela é, direção de Ancelmo Vasconcelos. Em 2007, montou a Cia. Teatral Os Fanfarrões com o ator Raul Franco e a partir dai produziu os espetáculos Fanfarrões a peça, Fanfarrões sem concerto e O Trem do riso, todas com sucesso de público e crítica.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Programação cultural

12 de agosto
O encerramento da exposição 50 Anos de Fernando Lopes, do artista plástico Fernando Lopes, será marcado com o lançamento do catálogo da mostra que teve curadoria de Cármen Lúcia Dantas, Romeu de Mello Loureiro e Solange Berard Lages Chalita. O evento acontecerá às 19h, na Galeria Cesmac de Arte Fernando Lopes (em frente ao prédio do Cesmac – Farol, em Maceió) e contará com apresentação do pianista Ilbert Leafá, da soprano Claudinete Lima e do Coral Cesmac, sob a regência do maestro Luiz Martins.

Alma de Borracha – com a voz e a guitarra de Jõao Paulo – é a atração do Engenho Massayo (Av. Amélia Rosa, 173 – Jatiúca, em Maceió), às 21h. No repertório, rock dos anos 60, 70, 80 e 90 de bandas como Beatles, Rolling Stones, Pink Floyd, Led Zepelin e The Purple. Couvert: R$8. Mais informações: (82) 3235-1160/9974-0992/8803-2938.

O grupo do Maranhão fará duas apresentações em Alagoas: no Sesc Arapiraca, nesta sexta, às 19h30; e no Teatro Jofre Soares/Sesc Centro, em Maceió, no sábado, às 16h. Dona Maria Rosa, Dona Maria de Jesus, Dona Zezé de Iemanjá, Dona Rosa Barbosa e Dona Rosa Dias, as caixeiras do Divino de São Luis do Maranhão, apresentarão as várias etapas do festejo do Divino Espírito Santo através de seus respectivos cânticos, acompanhados das caixas. Aberto ao público.

Mostra coletiva Papel A3, de Adriana Jardim, Achiles Escobar e Persivaldo Figueirôa, será aberta no dia 12 de agosto. Papel A3 reúne artistas cuja produção está voltada para o reaproveitamento, a reciclagem e a criação de um universo de ideias criativas que o papel possibilita no ato artístico e cultural. O tema em comum às obras dos três artistas é que todos eles trabalham com esculturas em papel machê. A exposição ficará aberta à visitação até o dia 3 de setembro, de terça a domingo, das 12h às 18h.

 
 A Cia Nêga Fulô de Alagoas e o Polizonteatro de Montevidéo/Uruguai estréiam a co-produção Reis do Sol (foto), baseada na história e mitos dos cangaceiros do Nordeste brasileiro representado pelos seus máximos expoentes: Lampião e Maria Bonita. O espetáculo será apresentado no Teatro Deodoro (Centro de Maceió), nos próximos dias 12 e 13, às 20h. Com Diva Gonçalves, Regis de Souza e o músico Tercio Smitc, a peça tem texto de Lúcia Rocha e Enrique Permuy.

13 de agosto
A banda Barba de Gato e o seu repertório de clássicos de blues nacional e internacional sobem ao palco do Engenho Massayó (Av. Amélia Rosa, 173 – Jatiúca, em Maceió), às 22h. Couvert: R$ 8. Mais informações: (82) 3235-1160/9974-0992/8803-2938.

Para celebrar o Dia dos Pais, a banda Time Machine faz grande show no palco da casa Buganvilia, a partir das 22h. Mais informações: (82) 9981-4733.

Wilma Araújo e banda darão o tom ao Dia dos Pais no espaço de eventos Atmosfera (Stella Maris). O jantar é uma iniciativa do Vila Chamusca. Mais informações: (82) 3355-1639 / 9106-2665. Valor do show+jantar: R$ 60 por pessoa. Vendas no Vila Chamusca (alto de Ipioca) e na Loja Freaks (em frente ao quiosque das havaianas, no 2º piso do Shopping Iguatemi).

15 de agosto
A Festa do Meado de Agosto edição 2011 acontece no próximo dia 15, a partir das 10h, no Sítio Volta (município alagoano de Taquarana). A festa é a mais antiga e expressiva confraternização das comunidades rurais banhadas pelo Rio Lunga, localizado no agreste alagoano acentuando e unindo as fronteiras administrativas e geográficas dos municípios de Taquarana, Coité do Nóia, Igaci, Palmeira dos Índios e Belém. Para o Quilombo Lunga a festa torna-se um patrimônio de valor inestimável para seus moradores, um bem que pode ser oferecido ao outro, como um presente aos visitantes. Na programação, Maracatu Afro Caeté (Maceió), cordel do Matuto Cidadão (Taquarana), Dança Afro Pérolas Negras (Pau D’arco/Arapiraca), baianada (Oiteiro/Penedo), banda de pífanos (Tabacaria/Palmeira dos Índios), capoeira PETI (Quilombo Lunga/Taquarana) e oficina “Gênero, Raça e Sexualidade” ministrada pela Assistente Social Mabel Araújo. Mais informações: (82) 9161-7554/9316-0505/9679-1624.

O antigo cinema da capital alagoana, o Cine Plaza (Av. Comendador Calaça, em frente à Igreja Bonfim), será aberto brevemente para exibir a obra Instante impreciso (2011). Dirigido pela fotógrafa e artista alagoana Renata Voss, o trabalho tem o cinema como motivação e busca trazer questionamentos sobre tempo e memória através da fotografia. A exibição terá sessão única, às 15h. Aberta ao público. Mais informações: www.renatavoss.wordpress.com.

Atores, produtores, diretores, gestores e demais agentes envolvidos com as Artes Cênicas alagoanas farão um bate-papo sobre cursos e oficinas necessários para o aperfeiçoamento do segmento em Alagoas. O encontro será no Teatro de Arena Sérgio Cardoso (anexo ao Teatro Deodoro), às 10h, com o representante da Fundação Nacional de Artes (Funarte) no Nordeste, Reinaldo Freire (Naldinho). Mais informações: (82) 9905-5506/3315-5665/(81) 9854-3722/ 3194-1310/ reinaldofreire.naldinho@funarte.gov.br.

16 de agosto
Alagoas é a próxima parada do A cor da cultura, projeto que busca estimular o respeito à diversidade racial por meio da valorização da cultura e da história africana e afro-brasileira nas escolas. De 16 a 19 de agosto, das 8h às 17h, serão realizadas oficinas no Centro Educacional de Pesquisa Aplicada – CEPA (Av. Fernandes Lima, s/nº, Maceió/AL) oferecidas a cerca de setenta educadores da rede pública estadual que ficarão responsáveis por replicar o aprendizado para mais 300 escolas.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Alagoano participa da Feira Literária de Tocantins



Festa da diversidade

Feira Literária Internacional do Tocantins, que aconteceu de 25 de julho a 3 de agosto, levou 400 mil pessoas a Palmas. Homenageando o Ano Internacional dos Povos Afro-Descendentes, o evento teve programação diversificada e a participação de grandes nomes da literatura, da música e das artes. Um alagoano foi um dos palestrantes e contou como foi participar de um dos maiores eventos literários do Brasil. Confira! 

Alessandra Vieira (*)

Corredores repletos de povos distintos – índios, quilombolas, negros, ocidentais, orientais – ao som de chica-buns e Ijexás deram o tom e o ritmo da Flit, a Feira Literária Internacional do Tocantins, que aconteceu de 25 de julho a 3 de agosto, e reuniu professores, alunos, escritores, poetas, pensadores, autores e visitantes de todo o País para uma grande festa com vasta programação cultural direcionada a todos os tipos de públicos.
Tendo como tema central a Diversidade – já que 2011 é o Ano Internacional dos Povos Afro-Descendentes, o Ano Internacional das Florestas e o Ano Internacional da Química –, a Flit proporcionou uma volta ao mundo da literatura em 10 dias com atividades concentradas na Praça dos Girassóis, onde se localizam as sedes dos poderes legislativo, judiciário e executivo do Tocantins.
Nos vários espaços – entre eles o 7º Salão do Livro, o Café Literário, o Circuito Gastronômico, a Concha Acústica, o Espaço Sebo, as estações Cinema, Circo, Cordel, Folguedos, Multicultural, a Formação Continuada: Oficinas e Palestras, a Lona da Ciência e os Palcos itinerantes – cerca de 280 eventos aconteceram simultaneamente em diversos pontos da praça, como palestras, show, oficinas, debates, filmes, lançamentos de livros, exposições e apresentações artísticas.
Segundo o secretário de Educação Danilo de Melo, a abertura deste tipo de espaços de diálogo no País é que proporciona o conhecimento e, consequentemente, a tolerância, tornando os brasileiros mais ricos como homens e livres de preconceitos, “tudo a favor da diversidade”. “É improvável realizar e participar de um evento literário-cultural deste porte, com esta riqueza de saberes, e não ficar emocionado; e este contexto emocional todo causado por este caldeirão cultural foi pensado para os educadores de todo o Brasil. O principal eixo da Flit é o educador, a formação e o aprimoramento de cada um que ocupa esta função. Por meio da Educação e do conhecimento que ela nos traz é que nós podemos vencer preconceitos, gerar inclusão e agregação. Todos os auditórios estiveram sempre lotados durante as oficinas, palestras e seminário. Isto é sinal de que os que trabalham com a educação têm correspondido, mostrando interesse em crescerem”, disse o secretário.

UM ALAGOANO NA FLIT – Eles foram o grande motor da Flit em 2011: os espetáculos. Enquanto os de teatro e música deram o tom da cultura e de arte, as palestras foram marcadas por levar conhecimento ao evento.
Dentre os palestrantes participantes como Amyr Klik, Rui Castro e Guilherme Fiuza, o alagoano Hélio Laranjeira marcou presença na Feira Literária Internacional do Tocantins com o tema “Educação à distância – uma visão de futuro”. Consultor em EaD e mestrando em Administração Estratégica com foco em EaD, Laranjeira , que sempre é convidado para participar da feira, apresentou sua palestra no palco da Assembleia Legislativa de Palmas, no dia do encerramento do evento.
“É sempre uma satisfação participar da Flit. É um evento de alto nível, um dos maiores do País. Particularmente nesta edição, tive a possibilidade de defender uma nova teoria em relação à educação. Estamos em um momento de uma paralisia paradigmática, precisamos repensar o processo de pensar. A educação não pode mais ser vista como modalidade de ensino simplesmente. Ou "presencial ou EaD". Com o avanço dos ambientes virtuais surgiu a efetivação da interatividade e da sincronicidade. Com isso, a educação à distância perdeu o sentido da inexistência da presencialidade e aparece com toda ênfase o ensino Multidirecional. Foi isso que defendi em minha conversa com o público. A palestra foi um sucesso, tanto que já penso em transformá-la em um livro”, comemorou Hélio Laranjeira.

ATRAÇÕES ARTÍSTICAS - Na Concha Acústica, grandes shows foram apresentados durante todas as noites por Seu Jorge, Nando Reis, Martinália, Régis Danese, Marina Lima, Balé Bolshoi, Chico César, Lenine e Orquestra Sinfônica de Brasília. Os regionais Maria Eugênia, Juraíldes, Braguinha e Taís Guerido também subiram ao palco.
Além dos escritores internacionais Leonora Miano, da França, Carmem Ollé e Miguel Souza Tavares, de Portugal, participaram cordelistas e repentistas como Manoel Monteiro, Mestre Azulão, Miguel Bezerra, Geraldo Amâncio e Moacir Laurentino. Entre as peças teatrais, destacou-se a “Viver em Tempos Mortos”, da atriz Fernanda Montenegro, que também fez uma palestra durante a feira.
Ainda durante a feira, o visitante conferiu as exposições Amazônia, Compadre de Ogum, Rio de Machado e Visões de Emília. Uma carreta levou ainda o projeto Lona da Ciência com experimentos interativos, jogos lúdicos e planetário inflável. A Unesco fez a exposição de um projeto de pesquisa sobre o Continente Africano que culminou com a coletânea “História Geral da África”, também apresentada na Flit.

ARTISTAS LOCAIS - Mais da metade dos recursos culturais da Flit foram destinados a artistas regionais. Cerca de 1,2 milhão de reais ficaram no Tocantins para o pagamento de cachês dos artistas que movimentaram durante todo o ano a cultura do Estado. Na edição anterior, este valor não superou a casa dos 200 mil reais.
“Optamos por deixar de fora da programação os grandes cachês e investir mais em personalidades que fomentem as discussões acerca da literatura, cultura, e arte. Também neste sentido, observados que não havia razão para que a maior parte dos recursos investidos fosse destinado aos artistas de fora”, comentou o secretário Danilo de Melo.

CHEQUE-LIVRO – Uma iniciativa interessante, que devia ser trazida para os eventos literários por aqui, é o cheque-livro. Durante a Flit, o governo disponibilizou aos servidores estaduais os valores de R$ 180 para os professores e de R$ 50 para funcionários que atuam nos setores administrativos. Esses vales são trocados pelos livros que o portador tiver interesse e que corresponda ao valor do cheque. Certamente, uma ótima forma de incentivar a leitura.

(*) Com informações da assessoria da Flit.