quinta-feira, 13 de dezembro de 2012


Eliezer, assim como o Velho Lua, escreve 
com sons a crônica do povo nordestino


Alagoano Eliezer Setton faz canção em 
homenagem ao centenário de Gonzagão

Numa noite dessas do último junho, dormindo, Eliezer Setton teve um sonho. Sonhou que estava ao lado do cantor e compositor Flávio José e de sua sanfona, e disse a ele: “Vamos fazer uma música?”. Surgiu daí a inspiração para Treze do doze do doze, nova música de Eliezer que homenageia o centenário de Luiz Gonzaga, comemorado nesta quinta-feira (13), por todo o país.
“Levantei com as duas primeiras frases da música na cabeça e gravei no iPhone. Fui pro estúdio e gravei pra fazer a divulgação e ‘patentear’ o registro”, disse Eliezer à reportagem.
A música carrega toda a poesia, sensibilidade e força, características marcantes no canto poético de Eliezer que, assim como o Velho Lua, escreve com sons a crônica do povo nordestino. “Hoje/ Que o mundo inteiro respeita o Forró/ Hoje/ Que em noite de ‘Lua’ ninguém fica só/ Hoje/ A Nação Forrozeira em festa acordou/ Hoje/ O Brasil de Gonzaga triunfou”, diz um verso da canção.
“Eu nem sabia que a música ia desembocar no centenário. Foi surpresa pra mim quando eu vi. Fiz a única música que aborda explicitamente a data do centenário pelo menos eu não ouvi nenhuma outra aí”, comentou.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012


Sávio de Almeida escreve cordel tendo o Rei como tema

Sávio de Almeida brinca com suposto 
namoro de alagoana com Roberto Carlos 
e escreve poema e peça de teatro

Até o historiador, escritor e professor Sávio de Almeida se rendeu à polêmica em torno da pergunta que está provocando a imaginação dos alagoanos: quem será, enfim, a namorada de Roberto Carlos?
Publicado na sua página em um site de relacionamento, o professor Sávio aproveitou o tema e escreveu o poema “O filho do rei Roberto”. Nos divertidos versos, Sávio sugere, com o característico humor da literatura de cordel, que graças a sua nova paixão, o cantor compôs uma canção intitulada “Amor e sururu com tomate e pimentão”.
Em sua página, Sávio ainda revela que está criando um texto de teatro onde explora a vinda do rei e do seu iate ao mar de Alagoas. Na peça “As aventuras do rei no astral de Maceió” Roberto Carlos dança Chegança (dança folclórica do Nordeste brasileiro) e come uma peixada. Confira o poema e trecho da cena da peça de teatro.

O filho do rei Roberto

A quem namora o Roberto?
Este é um grande mistério!
Será alguém ainda viva
Ou alma no cemitério?
Será que é pagã
Ou já tirou batistério?

Sei que o rei Roberto
Compôs outra canção;
Chama-se Amor e Sururu
Com Tomate e Pimentão

E dizem que vai nascer
Um caranguejo anão.



As aventuras do Rei no astral de Maceió

Peça em um ato.

Cena I

Rubrica - (O narrador fala compassadamente e em tom de Jornal Nacional)

O rei do mar chegou
Numa bela madrugada;
Ele e seu belo iate
Mais a sua marujada;
Todos vindos para a Chegança
Do Mestre Pedro Murada!

Rubrica - (O Rei aparece na boca do palco, entrando misteriosamente; começa a dançar Chegança e Narrador continua)

O Rei gostava muito
De dançar uma Chegança;
E gostava de ficar
Onde a onda balança;
O vento no seu cabelo
E zanzando com sua pança.

E já desceu cantando
Virado na cerebrina!
Que tudo vá pro inferno!
O iate quase empina,
E seu calhambeque ficou
Apitando na buzina.


Livro reúne coletânea de contos resultado 
de oficinas de leituras organizadas pela poetisa 
e escritora alagoana Arriete Vilela



Uma menina e a descoberta da sexualidade; o funeral de Dona Filó; Mariana e seu mundo interiorano; as lembranças de um homem feito; Ágata e o piano. Universos imaginários pessoais de apaixonados pela literatura que, expressos em papel, criaram vida e reunidos, viraram livro. Para além da leitura é fruto das visões particulares de profissionais das mais diversas profissões, diferentes idades e origens, mas com um interesse em comum: a leitura e a escrita literária.
Resultado dos Grupos de Leitura e Escrita Criativa – organizados pela poetisa e escritora Arriete Vilela –, Para além da leitura é uma coletânea com textos do psicólogo Adalberto Souza, da jornalista Clarissa Veiga, da bailarina Eliana Cavalcanti, da psicanalista Gilvaneide Mota, do funcionário público Hamilton Lessa, da médica e professora Janira Lúcia A. Couto, da advogada Marialice Loureiro, da especialista em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, Mônica Oliveira, e da engenheira química Patrícia Gatto.
Com apresentações de Otávio Cabral e Maria Heloisa Melo de Morais, a antologia traz ao todo 17 contos que, segundo a professora Maria Heloisa, são um exemplo claro de que escrever é um exercício constante. “Só se aprende a fazer fazendo. Essa é a grande contribuição de Arriete Vilela, organizadora desta obra: proporcionar a quem namora a literatura, como leitor e/ou escritor, a oportunidade do exercício de criação”.
“Esse exercício, além de prazeroso e instigante, constrói um duplo caminho: primeiro, o de despertar no outro o prazer da leitura, a descoberta de um mundo paralelo sedutor e apaixonante; e segundo, o de alertar aqueles que foram tocados pela sedução da escrita de que a arte é, sobretudo, o exercício de paixão e do suor”, contou Otávio Cabral.

Va lá:
Para além da leitura será lançada nesta terça-feira (11), no Maikai (Stella Maris), às 19h30.